Observe a sua respiração. O que se mexe mais quando você respira: o peito ou a barriga?
Se é a barriga, ótimo! Quer dizer que você está respirando fundo, levando ar novo a todos os minúsculos alvéolos que formam o tecido dos seus pulmões e retirando deles o gás carbônico que precisa ser eliminado.
Mas se é o peito que se mexe, você está respirando só com a parte de cima dos pulmões. A parte de baixo fica lá, estagnada, cheia de ar velho e de resíduos, prontinha para adoecer.
Além disso, é lógico que só entra a metade do oxigênio que deveria entrar. Isso obriga você a respirar em dobro para compensar.
E para que você precisa de oxigênio? Ora, para misturar com carboidratos da comida, por exemplo, e fornecer combustível para as células. Carboidrato sozinho não funciona, oxigênio também não. Mas com uma grande diferença.. a falta de 5% de oxigênio no corpo dá enjôo e tontura, a falta de l0% pode fazer você desmaiar e a falta de 30% mata. O faquir fica 100 dias sem comer, sem respirar ele não fica.
Respirar é ainda mais importante do que comer.
Tanto assim que a gente respira sem querer. Tenta parar para ver como é difícil – Viu?
Pois é: Tudo por causa daquela grande mágica da natureza que é o entra-e-sai. Inspira, entra; expira, sai; os dois movimentos tem a mesmíssima importância. Quando não se deixa sair uma coisa, a outra não pode entrar.
Muitas das eliminações do corpo acontece através da expiração, como por exemplo as toxinas das gorduras super aquecidas que a gente come (leia-se pastel chinês, ou o queijo derretido da pizza) ou cheirinho de alho: não sai nas fezes nem na urina nem na pele, sai no ar.
Agora, temos que enfatizar que a respiração também não é só ar, aí é que está. É energia vital – O Prana dos Hindus, o KI dos Japoneses e o chi dos Chineses, algo que é tão óbvio para os orientais quanto misterioso o ocidente. A ciência sempre perguntou aos seus botões; como é que o corpo se relaciona com a mente? Longe, muito longe, os sábios da Antigüidade respondiam: Pelo Prana, pelo KI...
"Respira fundo!", dizemos a nós mesmos quando queremos coragem. E já notou como a respiração engasga ou fica presa quando vem o medo? Pela respiração a gente conhece o sono de alguém – se é lenta e profunda, a pessoa está calma; se está ofegante, sem ritmo, algo incomoda. O que fazemos quando queremos passar despercebidos? Prendemos a respiração. Quando aguardamos uma resposta importante, também. E, assim que a coisa se resolve, respiramos aliviados. E quando a gente morre de saudades, ou desanima? Suspira – deixa sair ali, expirando, soltando uma coisa que parece estar presa no peito. E quando dá uma boa risada, não é, um monte de ar que sai? Ra Ra Ra Ra Ra, olha só como a barriga encolhe na gargalhada – ou no choro, já que chorar também é deixar sair, e quanto mais profundo o choro mais a gente expira. (Sabia que a composição química das lágrimas muda conforme a razão do choro?)
HÁ TRÊS ASPECTOS BÁSICO NA RESPIRAÇÃO:
RITMO, PROFUNDIDADE E DURAÇÃO
A RESPIRAÇÃO LENTA ACALMA: Deixa a pessoa pacífica e compreensiva, produz clareza de pensamento. Diminui o ritmo das atividades biológicas e a temperatura corporal tende a baixar.
A RESPIRAÇÃO RÁPIDA EXCITA, produzindo um estado mental instável. A pessoa muda de emoções bruscamente e tem reações inesperadas de ataques e defesa; torna-se mais subjetiva e egocêntrica, vê mais os detalhes que o todo, fica mesquinha.
A RESPIRAÇÃO PROFUNDA GERA HARMONIA entre todas as funções do corpo, e com isso há mais satisfação, estabilidade emocional, confiança e capacidade de expressão. Facilita a meditação e o sentimento amoroso.
A RESPIRAÇÃO SUPERFICIAL GERA CARÊNCIA, já que não supre as necessidade orgânicas de oxigênio, e isso se reflete no estado emocional. A pessoa fica medrosa, volúvel, insegura, ruim de memória e de intuição. A angústia tem muito a ver com isso.
A RESPIRAÇÃO LONGA DÁ PODER DE CONCENTRAÇÃO; traz paciência, calma, tolerância, desenvolve uma visão das coisas e a consciência do aqui-e-agora. A memória e a visão do futuro se tornam mais extensas e claras.
A RESPIRAÇÃO CURTA É DISPERSIVA, traz impaciência, cria um ritmo irregular; a gente muda muito de idéia, tende á intolerância e ao mau humor. Custa a se adaptar aos ambientes, vive sempre em conflito e se apega mais aos detalhes que ao todo.
Donde se conclui, sem muito esforço, que uma respiração longa, lenta e profunda pode criar dentro de cada um de nós um oásis particular de harmonia, paz e saúde. E de graça, veja só! Utilizável em qualquer hora e em qualquer lugar, por qualquer pessoa, em qualquer situação. Já pensou no guarda apitando furioso porque você atrapalhou completamente o trânsito e você ali, respirando lenta-longa-profundamente, enquanto as coisas se resolvem, sem abalar por um segundo sequer a harmonia do seu ser? Sem deixar a sua integridade, que afinal foi dada por Deus, ser atingida por uma mera contingência do caos urbano?
E na hora de pedir um empréstimo ao banco, então? Ou de dizer ao patrão que ele está errado? Ou então de levar o seu projeto ao Cnpq? Ou de se candidatar à presidência da associação de moradores do seu Bairro? Ou de conquistar aquela pessoa que você quer de qualquer jeito?
A RESPIRAÇÃO É A SUA ARMA.
COM ELA VOCÊ DOMINA A SUA ENERGIA VITAL.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Simplicidade voluntária
Na civilização do excesso, o que não faltam são informações, opções ― e, conseqüentemente, angústia. Na sociedade moderna, informatizada, de consumo, sucesso material e pessoal, as pressões para saber mais, ver mais, ter mais parecem soterrar, dando a idéia de que somos incapazes de atender adequadamente a todas as demandas.
A pergunta que cada vez mais gente se faz é: precisa ser tão complicado?
Não, não precisa, respondem os adeptos de uma filosofia que defende uma vida mais simples. O movimento chamado Simplicidade Voluntária, que surgiu nos Estados Unidos, no início dos anos 1980, vem ganhando espaço nos últimos anos e conquistando novos seguidores em todo o mundo. No Brasil, essa proposta é representada pelo Instituto Brasil Simples, criado em Porto Alegre pelo ex-bancário Jorge Mello, no final do ano passado.
Mello, 46 anos, durante 18 trabalhou como alto funcionário de um banco, na área de informática. Morava em uma cobertura, tinha um carro e duas motos. Hoje, mora em um quarto de 14 metros quadrados e divide a casa com o irmão, a cunhada e dois sobrinhos e ganha a metade do que ganhava no banco, trabalhando agora como terapeuta corporal. Mas ele garante que é muito mais feliz assim, fazendo apenas o que gosta e vivendo de forma mais simples.
Viver com simplicidade não é uma idéia nova. Na Grécia antiga, Platão e Aristóteles já falavam de uma vida sem excesso ou falta, mas com o suficiente para atender às necessidades, um meio-termo entre a riqueza e a pobreza.
― Nova e urgente é a necessidade de atuarmos nas circunstâncias materiais e ecológicas em que o planeta e seus habitantes se encontram atualmente ― explica Jorge Mello.
Ele destaca também a influência do livro “Walden ou A Vida nos Bosques”, escrito no final do século 19, pelo americano Henry Thoreau (defensor do conceito de desobediência civil) para a Simplicidade Voluntária:
― Thoreau abriu mão de uma vida confortável e foi viver em uma casa que ele mesmo construiu, na beira de um lago. Baseado nesta experiência, ele publica esse livro criticando o materialismo da sociedade americana e pregando a necessidade de uma vida mais simples e próxima da natureza ― explica Mello.
Na boa tradição americana de simplificar a complexidade a um ponto de manejo pragmático, as ponderações de Thoreau encontram eco em outro americano considerado fundamental para a assim chamada 'filosofia da simplicidade'. Duane Elgin publicou ainda em 1981 o livro “Simplicidade Voluntária”, em que aponta caminhos para quem procura 'uma vida em equilíbrio' e que não se resumem ao clichê da guinada radical ou da renúncia absoluta a um padrão em favor de outro, monástico.
― Simplificar a vida não significa abrir mão de tudo, mas do que incomoda, do que prende, do que restringe os nossos movimentos e a nossa liberdade. Isso não significa fazer voto de pobreza, mas eliminar o excesso que atrapalha, que angustia, que nos coloca em tensão permanente ― diz Mello.
Professora de Psicologia Social e dos Grupos da PUCRS, Maria Lúcia Andreoli de Moraes diz que não conhece as propostas do movimento Simplicidade Voluntária, mas lembra que desde os anos 70 já se questionam os aspectos artificiais da cultura ocidental, como a supremacia do ter sobre o ser. Ela acredita ― e nisso termina por concordar com um dos postulados do Simplicidade Voluntária ― que o atual momento pede uma reflexão sobre o binômio consumo-necessidade.
― Não precisamos dormir em cama de pedra ― alerta a professora ― mas sim desenvolver um senso crítico na hora de adquirir novos produtos. Shopping-centers são palácios do consumo, oferecem produtos que não são necessários, são luxos.
O que leva à interessante questão: há possibilidades de crescimento de um movimento que prega a simplicidade em um país como o Brasil?
O professor Hartmut Gunther, do Instituto de Psicologia da Universidade Nacional de Brasília, não acredita que o movimento da Simplicidade Voluntária se espalhe no Brasil, onde muitas pessoas não têm sequer o mínimo para sobreviver:
― A cultura brasileira valoriza o quanto se tem, as pessoas esbanjam diante dos outros, desperdiçam comida, desperdiçam energia. Não acredito que um movimento que pregue que você pode viver com menos dê certo aqui.
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Todos querem ser simples
A busca por uma vida simples não é uma invenção contemporânea, como demonstra o ensaísta americano Duane Elgin no livro “Simplicidade Voluntária”, nova é a urgência de uma abordagem pragmática do conceito.
Visão Oriental
As tradições espiritualistas orientais, como o budismo, o hinduísmo e o taoísmo, incentivam a moderação material e a abundância espiritual. O autocontrole e a vida simples são bastante valorizados, assim como a prática da caridade e da generosidade, sem que haja apego à própria riqueza ou às posses.
Visão Cristã
Jesus Cristo já pregava a simplicidade compassiva. Através de suas palavras e seu exemplo, dizia que devemos participar amorosamente da vida. A Bíblia também enfatiza a importância do equilíbrio entre os aspectos materiais e espirituais da vida.
Visão Grega Antiga
Platão e Aristóteles reconheceram a importância do 'meio-termo de ouro', caracterizado pelo suficiente para atender às necessidades. Nesta visão, o mundo material não é algo fundamental em si, mas um instrumento para servir para nosso aprendizado sobre o mundo mais amplo do pensamento e do espírito.
Visão Puritana
Paradoxalmente, a vida simples tem fortes raízes na história norte-americana, sociedade que hoje é símbolo da cultura do consumismo. A ética puritana incentivava o trabalho árduo, uma vida moderada e comunitária, e devoção constante às coisas do espírito.
Visão Quacre
Também teve influência no caráter norte-americano, especialmente no sentido de que a simplicidade material era importante ajuda para a evolução, voltada para a perfeição espiritual. Igualitários, promoviam a tolerância religiosa.
Visão Transcendentalista
Os transcendalistas adotavam uma atitude de reverência em relação à natureza e consideravam o mundo natural como a porta de acesso ao plano divino
A pergunta que cada vez mais gente se faz é: precisa ser tão complicado?
Não, não precisa, respondem os adeptos de uma filosofia que defende uma vida mais simples. O movimento chamado Simplicidade Voluntária, que surgiu nos Estados Unidos, no início dos anos 1980, vem ganhando espaço nos últimos anos e conquistando novos seguidores em todo o mundo. No Brasil, essa proposta é representada pelo Instituto Brasil Simples, criado em Porto Alegre pelo ex-bancário Jorge Mello, no final do ano passado.
Mello, 46 anos, durante 18 trabalhou como alto funcionário de um banco, na área de informática. Morava em uma cobertura, tinha um carro e duas motos. Hoje, mora em um quarto de 14 metros quadrados e divide a casa com o irmão, a cunhada e dois sobrinhos e ganha a metade do que ganhava no banco, trabalhando agora como terapeuta corporal. Mas ele garante que é muito mais feliz assim, fazendo apenas o que gosta e vivendo de forma mais simples.
Viver com simplicidade não é uma idéia nova. Na Grécia antiga, Platão e Aristóteles já falavam de uma vida sem excesso ou falta, mas com o suficiente para atender às necessidades, um meio-termo entre a riqueza e a pobreza.
― Nova e urgente é a necessidade de atuarmos nas circunstâncias materiais e ecológicas em que o planeta e seus habitantes se encontram atualmente ― explica Jorge Mello.
Ele destaca também a influência do livro “Walden ou A Vida nos Bosques”, escrito no final do século 19, pelo americano Henry Thoreau (defensor do conceito de desobediência civil) para a Simplicidade Voluntária:
― Thoreau abriu mão de uma vida confortável e foi viver em uma casa que ele mesmo construiu, na beira de um lago. Baseado nesta experiência, ele publica esse livro criticando o materialismo da sociedade americana e pregando a necessidade de uma vida mais simples e próxima da natureza ― explica Mello.
Na boa tradição americana de simplificar a complexidade a um ponto de manejo pragmático, as ponderações de Thoreau encontram eco em outro americano considerado fundamental para a assim chamada 'filosofia da simplicidade'. Duane Elgin publicou ainda em 1981 o livro “Simplicidade Voluntária”, em que aponta caminhos para quem procura 'uma vida em equilíbrio' e que não se resumem ao clichê da guinada radical ou da renúncia absoluta a um padrão em favor de outro, monástico.
― Simplificar a vida não significa abrir mão de tudo, mas do que incomoda, do que prende, do que restringe os nossos movimentos e a nossa liberdade. Isso não significa fazer voto de pobreza, mas eliminar o excesso que atrapalha, que angustia, que nos coloca em tensão permanente ― diz Mello.
Professora de Psicologia Social e dos Grupos da PUCRS, Maria Lúcia Andreoli de Moraes diz que não conhece as propostas do movimento Simplicidade Voluntária, mas lembra que desde os anos 70 já se questionam os aspectos artificiais da cultura ocidental, como a supremacia do ter sobre o ser. Ela acredita ― e nisso termina por concordar com um dos postulados do Simplicidade Voluntária ― que o atual momento pede uma reflexão sobre o binômio consumo-necessidade.
― Não precisamos dormir em cama de pedra ― alerta a professora ― mas sim desenvolver um senso crítico na hora de adquirir novos produtos. Shopping-centers são palácios do consumo, oferecem produtos que não são necessários, são luxos.
O que leva à interessante questão: há possibilidades de crescimento de um movimento que prega a simplicidade em um país como o Brasil?
O professor Hartmut Gunther, do Instituto de Psicologia da Universidade Nacional de Brasília, não acredita que o movimento da Simplicidade Voluntária se espalhe no Brasil, onde muitas pessoas não têm sequer o mínimo para sobreviver:
― A cultura brasileira valoriza o quanto se tem, as pessoas esbanjam diante dos outros, desperdiçam comida, desperdiçam energia. Não acredito que um movimento que pregue que você pode viver com menos dê certo aqui.
00000000000000
Todos querem ser simples
A busca por uma vida simples não é uma invenção contemporânea, como demonstra o ensaísta americano Duane Elgin no livro “Simplicidade Voluntária”, nova é a urgência de uma abordagem pragmática do conceito.
Visão Oriental
As tradições espiritualistas orientais, como o budismo, o hinduísmo e o taoísmo, incentivam a moderação material e a abundância espiritual. O autocontrole e a vida simples são bastante valorizados, assim como a prática da caridade e da generosidade, sem que haja apego à própria riqueza ou às posses.
Visão Cristã
Jesus Cristo já pregava a simplicidade compassiva. Através de suas palavras e seu exemplo, dizia que devemos participar amorosamente da vida. A Bíblia também enfatiza a importância do equilíbrio entre os aspectos materiais e espirituais da vida.
Visão Grega Antiga
Platão e Aristóteles reconheceram a importância do 'meio-termo de ouro', caracterizado pelo suficiente para atender às necessidades. Nesta visão, o mundo material não é algo fundamental em si, mas um instrumento para servir para nosso aprendizado sobre o mundo mais amplo do pensamento e do espírito.
Visão Puritana
Paradoxalmente, a vida simples tem fortes raízes na história norte-americana, sociedade que hoje é símbolo da cultura do consumismo. A ética puritana incentivava o trabalho árduo, uma vida moderada e comunitária, e devoção constante às coisas do espírito.
Visão Quacre
Também teve influência no caráter norte-americano, especialmente no sentido de que a simplicidade material era importante ajuda para a evolução, voltada para a perfeição espiritual. Igualitários, promoviam a tolerância religiosa.
Visão Transcendentalista
Os transcendalistas adotavam uma atitude de reverência em relação à natureza e consideravam o mundo natural como a porta de acesso ao plano divino
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A restauração do Dào é uma atividade tranqüila
'O melhor caminho é o que percorre de maneira harmoniosa, como se ele fosse um chão plano e pavimentado. Não é necessário a pessoa andar por longas estradas pedregosas, escalar montanhas da espiritualidade até seu cume, descer ao estágio mais baixo da condição humana, conhecer todas as expressões mudanas e depois visitar a dimensão da obscuridade, para só então ter condições de desabrochar luminosa como a flor de lótus, que nasce na lama que existe no fundo do lago. O Taoísmo entende como absolutamente desnecessário esse processo de sofrimento espontaneamente provocado.
Dentro do caminho, na medida em que alcança níveis mais altos de lucidez, ela percebe cada vez mais a ignorância e a limitacão do ser humano e se torna, aos poucos, naturalmente, capaz de sintonizar-se com o sofrimento e a alegria da humanidade. Essa é a afetividade que o homem iluminado adquire. É um dos "três tesouros" citados por Lao Zi, no capitulo 67 do Dao De Jing - os outros dois são a simplicidade e a humildade.'
Texto retirado do livro "Meditação Taoista" de Wu Jyh Cherng
Dentro do caminho, na medida em que alcança níveis mais altos de lucidez, ela percebe cada vez mais a ignorância e a limitacão do ser humano e se torna, aos poucos, naturalmente, capaz de sintonizar-se com o sofrimento e a alegria da humanidade. Essa é a afetividade que o homem iluminado adquire. É um dos "três tesouros" citados por Lao Zi, no capitulo 67 do Dao De Jing - os outros dois são a simplicidade e a humildade.'
Texto retirado do livro "Meditação Taoista" de Wu Jyh Cherng
sábado, 23 de outubro de 2010
A Arte de Passear
Carlos Cardoso Aveline
“Navegar é preciso, viver não é preciso”, diziam os antigos navegadores portugueses. E, de fato, pouco mais de quinhentos anos depois, não há dúvida de que navegar, ou viajar, é inevitável. A ciência moderna demonstrou que viajar é viver, porque tudo que existe flui em um eterno movimento.
O núcleo de cada átomo do universo é como um pequeno sol em torno do qual navegam elétrons em alta velocidade. Nossa galáxia é regida pela lei do movimento. A própria palavra “planeta”, que vem do grego, significa “errante” ou “viajante”. A terra já foi comparada a uma nave espacial, devido à sua viagem incessante em torno do sol. Além disso, nosso planeta gira em torno do seu próprio eixo, o que dá origem aos nossos dias e noites. Parece pouco? O sistema solar também está em peregrinação. Ele viaja à velocidade de 960 km por minuto ou 57.600 quilômetros por hora em direção à estrela Vega, a mais brilhante da constelação de Lira. Felizmente, Vega não está parada. Ela se desloca pelo cosmo numa direção e com uma velocidade que garantem pelo menos uma coisa: ela nunca será alcançada por nós.(1)
A mudança e o movimento – tanto internos como externos – são, portanto, o estado natural de tudo o que existe. Qualquer imobilidade ou estabilidade são subjetivas e passageiras. Permanentes são a transformação e a harmonização dinâmica das coisas em todo o cosmo. A cada desarmonia, segue-se uma harmonia maior e mais completa.
Se tudo está em movimento e nada existe fora da dança do universo, não há motivo para que nós queiramos viver fechados entre quatro paredes, como se fosse possível existir sem transformar-se. É só quando perdemos o contato com o ritmo natural da vida que o escritório, a fábrica, o apartamento ou a casa passam a funcionar como modernas prisões, ricas em recursos tecnológicos.
Segundo o filósofo Karl Gottlob Schelle, viver continuamente em atmosferas confinadas amolece o espírito das pessoas e enfraquece o seu bom senso. “O movimento do corpo não é diretamente uma das condições da vida”, escreve Schelle, “e sua ausência não desencadeia irremediavelmente a morte... mas ele é, no entanto, uma condição indireta. Ele é indispensável para a saúde do corpo e para o bom funcionamento do organismo.”(2)
A solução passa pela simplicidade voluntária. Basta caminhar regularmente ao ar livre e conviver com o ambiente natural para recuperar e manter a vitalidade. A antiga arte de passear pela natureza rompe os muros invisíveis da rotina e amplia nossos horizontes pessoais. É verdade que essa arte meditativa nem sempre precisa ser praticada a pé. A bicicleta e o cavalo são alternativas admissíveis, até certo ponto, porque permitem andar em silêncio, em baixa velocidade, em contato com o vento, percebendo a magia e preservando a paz da natureza.
A arte de viver com sabedoria inclui a necessidade de manter o corpo físico saudável e acostumado ao movimento. Isso nos estimula a tomar duas providências. A primeira é incorporar um pouco de trabalho físico à nossa rotina diária. A segunda é adotar o hábito de meditar caminhando. Passear e contemplar a unidade da vida são duas atividades que podem ser feitas ao mesmo tempo. Quando caminhamos pela natureza com o espírito livre de preocupações, nosso sistema nervoso relaxa, o sangue circula com mais força e vitalidade, o cérebro e o coração têm sua vida renovada. Em todo o organismo, a vitalidade flui melhor. Enquanto isso, podemos contemplar o processo da vida ao nosso redor e perceber mais claramente a nossa identidade profunda com os outros seres.
Outra questão é saber o que o caminhante carrega consigo durante o passeio. Afinal, cada espírito humano possui uma espécie de bagageiro. Ali vão inúmeras lembranças, idéias, crenças, projetos, e alguns princípios éticos. Nem sempre carregamos bagagens agradáveis em nosso espírito. Há também feridas e cicatrizes da alma guardadas ali. Uma coisa é certa, porém. O bom passeador não aceita angústias e ansiedades como parte da sua bagagem. Enquanto pedala ou caminha, ele esquece as atividades de curto prazo e expande sua consciência. As preocupações vão desaparecendo junto com as outras formas de apego emocional. Esse processo de relaxamento é ajudado pelas reações bioquímicas que o exercício físico moderado causa naturalmente no corpo humano. O espírito do caminhante se eleva até que um dia ele passa a perceber em todas as coisas o princípio universal do equilíbrio e da harmonia.
É com esse estado de espírito vasto e sereno que devemos caminhar. Aquele que possui uma mente aberta e um coração puro sabe escutar melhor o som do vento nas folhas das árvores. O aprendiz da sabedoria ouve o cântico dos pássaros e aprecia o nascer do sol sem pressa ou apego. Com a mesma tranqüilidade que tem ao observar o vôo de um pássaro no céu, ele vê as ondas de pensamentos e sentimentos no espaço interior da sua própria consciência.
Na verdade, não há uma separação entre o mundo interno e o mundo externo. De um lado, as nossas emoções são influenciadas pelo que está fora de nós. E de outro, sempre julgamos o mundo externo a partir daquilo que carregamos em nossa própria mente e nosso coração.
Há milhares de anos, diferentes tradições religiosas usam longas peregrinações por terras desconhecidas como meio e método para a libertação dos apegos interiores. É preciso abrir mão tanto dos objetos externos como dos conteúdos internos, para conhecer a liberdade espiritual. O budismo, o hinduísmo e o cristianismo têm disciplinas espirituais que incluem o abandono da vida “normal” – feita de hábitos e compromissos – para viajar pelo mundo durante um período indefinido de tempo.
As caminhadas curtas também são parte daquilo que, não por acaso, passou a ser chamado de “caminho interior”. O ato de caminhar era um item básico da vida cotidiana e da disciplina espiritual nas escolas de filosofia do mundo antigo.
Para o cidadão moderno, os passeios a pé, de trinta ou quarenta minutos diários, são exercícios eficientes de meditação e higiene mental. Alguns alegam que não têm tempo para isso. O argumento é compreensível. O hábito de caminhar exige que se abra mão da rigidez e da imobilidade. É necessário renunciar à rotina da pressa emocional para olhar o mundo de outros pontos de vista, enquanto mantemos o corpo em movimento e observamos o fluxo de nossos sentimentos e pensamentos. São João da Cruz escreveu: “A alma que está apegada a alguma coisa, por mais bem que haja nela, não pode chegar à liberdade da união divina. Porque não tem importância se é uma corda grossa e forte ou um fino e delicado fio que prende o pássaro; até que o grilhão se rompa, o pássaro não pode voar.”
A prática do desapego está de tal forma associada à arte de passear que, para o escritor chinês Lin Yutang, “o verdadeiro viajante é sempre um vagabundo, com as alegrias, as tentações e o sentido de aventura que tem o vagabundo. Viajar é andar à toa, ou não é viajar”. Segundo Yutang, “a essência da viagem é não ter deveres nem horas marcadas”. É recomendável esquecer os assuntos pessoais. Lin Yutang acrescenta:
“O bom viajante é o que não sabe aonde vai, e o viajante perfeito é o que não sabe de onde vem. Nem sabe seu nome e sobrenome. (...) É provável que esse viajante não tenha um único amigo em terra estranha, mas, como disse uma monja chinesa, ‘não estimar a ninguém em particular é estimar a humanidade em geral’. Não ter um amigo particular é ter a todos por amigos. Esse viajante, que ama a humanidade em geral, mistura-se com ela e vagueia, observando o encanto das gentes e de seus costumes.”(3)
Defensor da espontaneidade, autor de obras marcadas pelo espírito taoísta, Yutang afirma que o equipamento mais necessário para quem passeia “é um talento especial no peito e uma visão especial debaixo das sobrancelhas”. Ele prossegue:
“O que interessa é saber se o viajante tem coração para sentir e olhos para ver. Se não os tem, suas excursões à montanha são pura perda de tempo e de dinheiro; em compensação, se os tem, poderá conseguir a maior alegria das viagens sem ir sequer às montanhas, mas permanecendo em sua casa e olhando os arredores, e percorrendo os campos para contemplar uma nuvem fugitiva, ou um cachorro, ou uma cerca, ou uma árvore solitária.”(4)
Em meio à natureza, o caminhante renova a sua vitalidade física enquanto medita. Se meditar é expandir a consciência em direção ao que é imenso, sagrado e muito maior que ela própria, então é possível haver meditações inconscientes e involuntárias. E é isso que ocorre quando caminhamos. O convívio com plantas e animais nos ensina que a inteligência universal está por toda parte. Há uma inteligência nas orquídeas. Os pássaros têm sua linguagem. O vento sugere coisas. As árvores são seres evoluídos. Para o escritor Maurice Maeterlinck, cada planta que encontramos pelo caminho é um ser dotado de inteligência:
“Não é somente na semente ou na flor, mas em toda a planta, caule, folhas e raízes, que se descobre, se quisermos inclinar-nos por um instante sobre seu humilde trabalho, numerosos sinais de uma inteligência perspicaz. Lembre-se dos magníficos esforços em direção à luz feitos por galhos contrariados, ou a luta criativa e valente das árvores em perigo.”
E Maeterlinck narra o drama de uma grande árvore situada à beira de um precipício, cuja pedra de apoio caíra, mas que se sustentava miraculosamente lançando novas raízes ao solo para evitar o pior. Espetáculos como esse são relativamente comuns nas margens dos rios atacados de erosão.(5)
Depois de discutir a questão da inteligência dos vegetais e dos insetos, Maeterlinck aborda em poucas palavras um tema central da filosofia esotérica:
“Mas que pouca importância tem, no fundo, a questão da inteligência pessoal das flores, dos insetos ou dos pássaros! Que se diga, a propósito da orquídea como da abelha, que é a Natureza e não a planta ou a mosca que calcula, combina, adorna, inventa e raciocina. Que interesse pode ter para nós essa distinção?”
Na verdade – acrescenta Maeterlinck – também os conhecimentos humanos fazem parte da natureza. Nossas pequenas inteligências pessoais são parcelas de um conjunto maior: “Todos os nossos motivos arquitetônicos e musicais, todas nossas harmonias de cor e de luz, etc., são tomadas diretamente da Natureza”.(6)
Sabendo disso, o bom passeador caminha ou pedala em harmonia com o cosmo, tanto na avenida de uma grande cidade como na beira do mar ou na trilha de um bosque. Ele percebe a unidade da vida e se reconhece como um pequeno ser participante da grande inteligência universal. Por esse motivo, o caminhante sente que nada tem a temer do passado, do presente ou do futuro. Ele vê que, no fundo, a paz comanda a vida – não só aqui e agora, mas também em todas as partes, e sempre.
NOTAS.
(1) “O Livro de Ouro do Universo”, de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Ediouro, 2001, 509 pp., ver p.136.
(2) “A Arte de Passear”, de Karl Gottlob Schelle, Ed. Martins Fontes, SP, 2001, pp. 16-17.
(3) “A Importância de Viver”, de Lin Yutang, Ed. Globo, Porto Alegre, quarta edição, 1959, tradução de Mário Quintana, 360 pp., ver p. 267.
(4) “A Importância de Viver”, obra citada, p. 269.
(5) “La Inteligencia de las Flores”, de Maurice Maeterlinck, Ediciones Nuevo Siglo, Buenos Aires, 1997, 126 pp., ver pp. 13-14.
(6) “La Inteligencia de las Flores”, obra citada, ver pp. 59-60.
Carlos C. Aveline palestras e seminários em várias partes do país. Ele é autor de diversos livros, entre eles A Vida Secreta da Natureza (Ed. da FURB-SC), O Poder da Sabedoria (Ed. Teosófica, Brasília) e Três Caminhos Para a Paz Interior (Ed. Teosófica). Vive e passeia com a esposa em uma área de preservação ambiental próxima a Brasília, onde está situada sua biblioteca de mais de três mil volumes.
“Navegar é preciso, viver não é preciso”, diziam os antigos navegadores portugueses. E, de fato, pouco mais de quinhentos anos depois, não há dúvida de que navegar, ou viajar, é inevitável. A ciência moderna demonstrou que viajar é viver, porque tudo que existe flui em um eterno movimento.
O núcleo de cada átomo do universo é como um pequeno sol em torno do qual navegam elétrons em alta velocidade. Nossa galáxia é regida pela lei do movimento. A própria palavra “planeta”, que vem do grego, significa “errante” ou “viajante”. A terra já foi comparada a uma nave espacial, devido à sua viagem incessante em torno do sol. Além disso, nosso planeta gira em torno do seu próprio eixo, o que dá origem aos nossos dias e noites. Parece pouco? O sistema solar também está em peregrinação. Ele viaja à velocidade de 960 km por minuto ou 57.600 quilômetros por hora em direção à estrela Vega, a mais brilhante da constelação de Lira. Felizmente, Vega não está parada. Ela se desloca pelo cosmo numa direção e com uma velocidade que garantem pelo menos uma coisa: ela nunca será alcançada por nós.(1)
A mudança e o movimento – tanto internos como externos – são, portanto, o estado natural de tudo o que existe. Qualquer imobilidade ou estabilidade são subjetivas e passageiras. Permanentes são a transformação e a harmonização dinâmica das coisas em todo o cosmo. A cada desarmonia, segue-se uma harmonia maior e mais completa.
Se tudo está em movimento e nada existe fora da dança do universo, não há motivo para que nós queiramos viver fechados entre quatro paredes, como se fosse possível existir sem transformar-se. É só quando perdemos o contato com o ritmo natural da vida que o escritório, a fábrica, o apartamento ou a casa passam a funcionar como modernas prisões, ricas em recursos tecnológicos.
Segundo o filósofo Karl Gottlob Schelle, viver continuamente em atmosferas confinadas amolece o espírito das pessoas e enfraquece o seu bom senso. “O movimento do corpo não é diretamente uma das condições da vida”, escreve Schelle, “e sua ausência não desencadeia irremediavelmente a morte... mas ele é, no entanto, uma condição indireta. Ele é indispensável para a saúde do corpo e para o bom funcionamento do organismo.”(2)
A solução passa pela simplicidade voluntária. Basta caminhar regularmente ao ar livre e conviver com o ambiente natural para recuperar e manter a vitalidade. A antiga arte de passear pela natureza rompe os muros invisíveis da rotina e amplia nossos horizontes pessoais. É verdade que essa arte meditativa nem sempre precisa ser praticada a pé. A bicicleta e o cavalo são alternativas admissíveis, até certo ponto, porque permitem andar em silêncio, em baixa velocidade, em contato com o vento, percebendo a magia e preservando a paz da natureza.
A arte de viver com sabedoria inclui a necessidade de manter o corpo físico saudável e acostumado ao movimento. Isso nos estimula a tomar duas providências. A primeira é incorporar um pouco de trabalho físico à nossa rotina diária. A segunda é adotar o hábito de meditar caminhando. Passear e contemplar a unidade da vida são duas atividades que podem ser feitas ao mesmo tempo. Quando caminhamos pela natureza com o espírito livre de preocupações, nosso sistema nervoso relaxa, o sangue circula com mais força e vitalidade, o cérebro e o coração têm sua vida renovada. Em todo o organismo, a vitalidade flui melhor. Enquanto isso, podemos contemplar o processo da vida ao nosso redor e perceber mais claramente a nossa identidade profunda com os outros seres.
Outra questão é saber o que o caminhante carrega consigo durante o passeio. Afinal, cada espírito humano possui uma espécie de bagageiro. Ali vão inúmeras lembranças, idéias, crenças, projetos, e alguns princípios éticos. Nem sempre carregamos bagagens agradáveis em nosso espírito. Há também feridas e cicatrizes da alma guardadas ali. Uma coisa é certa, porém. O bom passeador não aceita angústias e ansiedades como parte da sua bagagem. Enquanto pedala ou caminha, ele esquece as atividades de curto prazo e expande sua consciência. As preocupações vão desaparecendo junto com as outras formas de apego emocional. Esse processo de relaxamento é ajudado pelas reações bioquímicas que o exercício físico moderado causa naturalmente no corpo humano. O espírito do caminhante se eleva até que um dia ele passa a perceber em todas as coisas o princípio universal do equilíbrio e da harmonia.
É com esse estado de espírito vasto e sereno que devemos caminhar. Aquele que possui uma mente aberta e um coração puro sabe escutar melhor o som do vento nas folhas das árvores. O aprendiz da sabedoria ouve o cântico dos pássaros e aprecia o nascer do sol sem pressa ou apego. Com a mesma tranqüilidade que tem ao observar o vôo de um pássaro no céu, ele vê as ondas de pensamentos e sentimentos no espaço interior da sua própria consciência.
Na verdade, não há uma separação entre o mundo interno e o mundo externo. De um lado, as nossas emoções são influenciadas pelo que está fora de nós. E de outro, sempre julgamos o mundo externo a partir daquilo que carregamos em nossa própria mente e nosso coração.
Há milhares de anos, diferentes tradições religiosas usam longas peregrinações por terras desconhecidas como meio e método para a libertação dos apegos interiores. É preciso abrir mão tanto dos objetos externos como dos conteúdos internos, para conhecer a liberdade espiritual. O budismo, o hinduísmo e o cristianismo têm disciplinas espirituais que incluem o abandono da vida “normal” – feita de hábitos e compromissos – para viajar pelo mundo durante um período indefinido de tempo.
As caminhadas curtas também são parte daquilo que, não por acaso, passou a ser chamado de “caminho interior”. O ato de caminhar era um item básico da vida cotidiana e da disciplina espiritual nas escolas de filosofia do mundo antigo.
Para o cidadão moderno, os passeios a pé, de trinta ou quarenta minutos diários, são exercícios eficientes de meditação e higiene mental. Alguns alegam que não têm tempo para isso. O argumento é compreensível. O hábito de caminhar exige que se abra mão da rigidez e da imobilidade. É necessário renunciar à rotina da pressa emocional para olhar o mundo de outros pontos de vista, enquanto mantemos o corpo em movimento e observamos o fluxo de nossos sentimentos e pensamentos. São João da Cruz escreveu: “A alma que está apegada a alguma coisa, por mais bem que haja nela, não pode chegar à liberdade da união divina. Porque não tem importância se é uma corda grossa e forte ou um fino e delicado fio que prende o pássaro; até que o grilhão se rompa, o pássaro não pode voar.”
A prática do desapego está de tal forma associada à arte de passear que, para o escritor chinês Lin Yutang, “o verdadeiro viajante é sempre um vagabundo, com as alegrias, as tentações e o sentido de aventura que tem o vagabundo. Viajar é andar à toa, ou não é viajar”. Segundo Yutang, “a essência da viagem é não ter deveres nem horas marcadas”. É recomendável esquecer os assuntos pessoais. Lin Yutang acrescenta:
“O bom viajante é o que não sabe aonde vai, e o viajante perfeito é o que não sabe de onde vem. Nem sabe seu nome e sobrenome. (...) É provável que esse viajante não tenha um único amigo em terra estranha, mas, como disse uma monja chinesa, ‘não estimar a ninguém em particular é estimar a humanidade em geral’. Não ter um amigo particular é ter a todos por amigos. Esse viajante, que ama a humanidade em geral, mistura-se com ela e vagueia, observando o encanto das gentes e de seus costumes.”(3)
Defensor da espontaneidade, autor de obras marcadas pelo espírito taoísta, Yutang afirma que o equipamento mais necessário para quem passeia “é um talento especial no peito e uma visão especial debaixo das sobrancelhas”. Ele prossegue:
“O que interessa é saber se o viajante tem coração para sentir e olhos para ver. Se não os tem, suas excursões à montanha são pura perda de tempo e de dinheiro; em compensação, se os tem, poderá conseguir a maior alegria das viagens sem ir sequer às montanhas, mas permanecendo em sua casa e olhando os arredores, e percorrendo os campos para contemplar uma nuvem fugitiva, ou um cachorro, ou uma cerca, ou uma árvore solitária.”(4)
Em meio à natureza, o caminhante renova a sua vitalidade física enquanto medita. Se meditar é expandir a consciência em direção ao que é imenso, sagrado e muito maior que ela própria, então é possível haver meditações inconscientes e involuntárias. E é isso que ocorre quando caminhamos. O convívio com plantas e animais nos ensina que a inteligência universal está por toda parte. Há uma inteligência nas orquídeas. Os pássaros têm sua linguagem. O vento sugere coisas. As árvores são seres evoluídos. Para o escritor Maurice Maeterlinck, cada planta que encontramos pelo caminho é um ser dotado de inteligência:
“Não é somente na semente ou na flor, mas em toda a planta, caule, folhas e raízes, que se descobre, se quisermos inclinar-nos por um instante sobre seu humilde trabalho, numerosos sinais de uma inteligência perspicaz. Lembre-se dos magníficos esforços em direção à luz feitos por galhos contrariados, ou a luta criativa e valente das árvores em perigo.”
E Maeterlinck narra o drama de uma grande árvore situada à beira de um precipício, cuja pedra de apoio caíra, mas que se sustentava miraculosamente lançando novas raízes ao solo para evitar o pior. Espetáculos como esse são relativamente comuns nas margens dos rios atacados de erosão.(5)
Depois de discutir a questão da inteligência dos vegetais e dos insetos, Maeterlinck aborda em poucas palavras um tema central da filosofia esotérica:
“Mas que pouca importância tem, no fundo, a questão da inteligência pessoal das flores, dos insetos ou dos pássaros! Que se diga, a propósito da orquídea como da abelha, que é a Natureza e não a planta ou a mosca que calcula, combina, adorna, inventa e raciocina. Que interesse pode ter para nós essa distinção?”
Na verdade – acrescenta Maeterlinck – também os conhecimentos humanos fazem parte da natureza. Nossas pequenas inteligências pessoais são parcelas de um conjunto maior: “Todos os nossos motivos arquitetônicos e musicais, todas nossas harmonias de cor e de luz, etc., são tomadas diretamente da Natureza”.(6)
Sabendo disso, o bom passeador caminha ou pedala em harmonia com o cosmo, tanto na avenida de uma grande cidade como na beira do mar ou na trilha de um bosque. Ele percebe a unidade da vida e se reconhece como um pequeno ser participante da grande inteligência universal. Por esse motivo, o caminhante sente que nada tem a temer do passado, do presente ou do futuro. Ele vê que, no fundo, a paz comanda a vida – não só aqui e agora, mas também em todas as partes, e sempre.
NOTAS.
(1) “O Livro de Ouro do Universo”, de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Ediouro, 2001, 509 pp., ver p.136.
(2) “A Arte de Passear”, de Karl Gottlob Schelle, Ed. Martins Fontes, SP, 2001, pp. 16-17.
(3) “A Importância de Viver”, de Lin Yutang, Ed. Globo, Porto Alegre, quarta edição, 1959, tradução de Mário Quintana, 360 pp., ver p. 267.
(4) “A Importância de Viver”, obra citada, p. 269.
(5) “La Inteligencia de las Flores”, de Maurice Maeterlinck, Ediciones Nuevo Siglo, Buenos Aires, 1997, 126 pp., ver pp. 13-14.
(6) “La Inteligencia de las Flores”, obra citada, ver pp. 59-60.
Carlos C. Aveline palestras e seminários em várias partes do país. Ele é autor de diversos livros, entre eles A Vida Secreta da Natureza (Ed. da FURB-SC), O Poder da Sabedoria (Ed. Teosófica, Brasília) e Três Caminhos Para a Paz Interior (Ed. Teosófica). Vive e passeia com a esposa em uma área de preservação ambiental próxima a Brasília, onde está situada sua biblioteca de mais de três mil volumes.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O Adulto é uma criança que perdeu a "Graça"
Logo que reencarnamos no plano físico, nossa consciência divina, o espírito, está muito presente, intermediado no corpo através de seu veículo, a alma.
É por isso que a criança tem outra forma de observar o mundo, pois o mundo espiritual é subjetivo, abstrato, portanto ela ainda não aprendeu a forma grosseira de interpretar o mundo objetivamente.
Devido a esta manifestação espiritual presente nas crianças, é que elas possuem uma “magia” especial, algo que nos encanta naturalmente, que nos fascina, que nos faz sentir na obrigação de proteger e cuidar.
Com o passar dos anos, conforme vamos nos envolvendo com as atividades cotidianas do plano físico, essa manifestação espiritual vai se entorpecendo. Nossa alma, sufocada pelas confusões do mundo manifestado, não consegue interferir em nossas decisões, deixando-nos a mercê de nossos instintos inferiores, nossa inteligência animal.
Dessa forma, o adulto não passa de uma criança que perdeu a “graça”, a graça divina, a graça da manifestação espiritual em si, a graça da naturalidade e da inocência, a graça de ver o mundo de forma mais leve, pura e simples.
É na simplicidade que os princípios espirituais estão mais ativos, nós criamos confusões e nos distanciamos de nossa origem, entorpecemos nossas faculdades naturais.
O buscador deve compreender esse princípio e observar as crianças, se esforçando para compreender e recuperar esse estado original, desta vez de forma consciente, impulsionado pela vontade.
É nisto que consiste a verdadeira busca espiritual, pois é na infância onde a alma está mais presente e nossas faculdades mais ativas.
Salve a linha de Yori, Saravá Ibeji, Viva Cosme e Damião.
CAMOS
É por isso que a criança tem outra forma de observar o mundo, pois o mundo espiritual é subjetivo, abstrato, portanto ela ainda não aprendeu a forma grosseira de interpretar o mundo objetivamente.
Devido a esta manifestação espiritual presente nas crianças, é que elas possuem uma “magia” especial, algo que nos encanta naturalmente, que nos fascina, que nos faz sentir na obrigação de proteger e cuidar.
Com o passar dos anos, conforme vamos nos envolvendo com as atividades cotidianas do plano físico, essa manifestação espiritual vai se entorpecendo. Nossa alma, sufocada pelas confusões do mundo manifestado, não consegue interferir em nossas decisões, deixando-nos a mercê de nossos instintos inferiores, nossa inteligência animal.
Dessa forma, o adulto não passa de uma criança que perdeu a “graça”, a graça divina, a graça da manifestação espiritual em si, a graça da naturalidade e da inocência, a graça de ver o mundo de forma mais leve, pura e simples.
É na simplicidade que os princípios espirituais estão mais ativos, nós criamos confusões e nos distanciamos de nossa origem, entorpecemos nossas faculdades naturais.
O buscador deve compreender esse princípio e observar as crianças, se esforçando para compreender e recuperar esse estado original, desta vez de forma consciente, impulsionado pela vontade.
É nisto que consiste a verdadeira busca espiritual, pois é na infância onde a alma está mais presente e nossas faculdades mais ativas.
Salve a linha de Yori, Saravá Ibeji, Viva Cosme e Damião.
CAMOS
2012 Por SAI BABA
Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?
Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.
Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.
Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.
Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.
Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afectada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.
Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.
Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.
"Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos".
Como assim?
Não percebe a escuridão?
Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.
A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa frequência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.
Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?
Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.
Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.
A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.
Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.
Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.
Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada.
Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.
Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.
Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível.
Para isto não existe tratamento específico - apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.
Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor.
Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.
Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos.
Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.
Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões.
A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo.
Seja um participante ativo.
Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.
Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.
Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.
Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.
Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.
Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afectada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.
Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.
Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.
"Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos".
Como assim?
Não percebe a escuridão?
Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.
A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa frequência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.
Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?
Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.
Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.
A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.
Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.
Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.
Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada.
Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.
Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.
Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível.
Para isto não existe tratamento específico - apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.
Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor.
Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.
Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos.
Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.
Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões.
A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo.
Seja um participante ativo.
Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
DOENÇAS / CAUSAS
AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom..
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido..
BRONQUITE: Ambiente famíliar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda..
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente
ENXAQUECA : Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro (a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio..
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo..
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente..
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas..
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento.. Sentir-se sobrecarregado.
Louise l. Hay,
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom..
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido..
BRONQUITE: Ambiente famíliar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda..
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente
ENXAQUECA : Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro (a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio..
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo..
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente..
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas..
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento.. Sentir-se sobrecarregado.
Louise l. Hay,
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